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Cientistas divulgam mais 2 novos casos de possível cura do HIV

Pacientes passaram por transplante de células-tronco recebidas de pessoas com mutação

Publicado em 29/07/2026
Dois novos casos de possível cura do HIV
HIV não é encontrado em dois homens há mais de um ano

Foram anunciados, na segunda-feira 27, mais dois novos casos de possível cura do HIV, totalizando, até o momento 13.

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Ambos os pacientes receberam transplantes de célucas-tronco de pessoas que possuíam resistência ao vírus.

O primeiro caso é de um rapaz de 21 anos que recebeu diagnóstico de HIV e também de uma forma agressiva de leucemia em 2018.

Antes de iniciar o tratamento, ele tinha mais de 2 milhões de cópias do vírus por mililitro de sangue e uma quantidade muito baixa de células de defesa.

Em outubro de 2020, o jovem que vive em Kansas City, nos Estados Unidos, foi submetido a um transplante de células-tronco.

A doadora possuía duas cópias de uma mutação rara chamada CCR5-delta32, que impede que as formas mais comuns do HIV usem uma das principais portas de entrada das células.

O jovem teve complicações depois e precisou passar po outro transplante semelhante.

Ele deixou de tomar os antirretrovirais em fevereiro de 2025 e 14 meses depois os exames continuavam sem detectar nenhuma presença de HIV em suas células.

O outro paciente foi submetido ao mesmo procedimento e seu doador também possuía duas cópias da mesma mutação.

Este caso era considerado mais complexo já que o homem tinha diferentes formas do HIV, capazes de usar mais de uma porta para entrar nas células.

Cerca de quatro anos após o transplante, os antirretrovirais foram suspensos e 12 meses depois ele continuava indetectável - sem nenhum traço de HIV no sangue.

O paciente, entretanto, também tinha hepatite B e a interrupção dos medicamentos fez esta doença retornar, já que parte dos antirretrovirais também combatia a doença no fígado.

Não há até hoje nenhum exame que consiga verificar todas as partes do corpo e garantir que não sobrou nenhuma célula infectada por HIV escondida.

Mesmo os pacientes que foram "curados" há muitos anos continuam sendo acompanhados para os cientistas terem certeza de que podem seguir sem tomar remédios.

Estes dois casos estão sendo divulgados na 26ª Conferência Internacional sobre Aids, que acontece no Rio de Janeiro até a sexta-feira 31.


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