Há aumento da utilização da profilaxia pré-exposição ao vírus HIV (PrEP) no Distrito Federal e gays e homens que fazem sexo com homens são maioria (89,4%) de quem usa o medicamento.
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Segundo o Jornal de Brasília, quase metade dos usuários (45,8%) estão na faixa de 30 a 39 anos e a média é de 12 anos de escolaridade.
Quanto à etnia, ela está dividida: 50% se declara branco (não foi informado o percentual das demais).
A PrEP chegou ao DF em 2018, no início restrita ao Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin).
Em 2023, houve descentralização para a Atenção Primária à Saúde (APS), principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
Posteriormente, enfermeiros e farmacêuticos da APS foram capacitados para prescrever o tratamento, função antes exclusiva de médicos.
De acordo com a reportagem, desde o início da distribuição até fevereiro deste ano, 7.646 pessoas iniciaram a PrEP no DF, com 5.654 tendo dispensas nos últimos 12 meses e 1.522 descontinuadas. Dos casos, 68% vêm de serviços públicos e 32% de privados.
“Hoje o Ministério da Saúde usa o Distrito Federal como exemplo de expansão da PrEP, tanto pela ampliação da atenção primária quanto pela inclusão de outras categorias profissionais”, afirmou Camila Damasceno, referência técnica distrital em Medicina de Família e Comunidade.
Em 2025, a estratégia passou a ser ofertada diretamente no sistema prisional do DF.
A PrEP está disponível para qualquer pessoa a partir de 15 anos de idade e que pese mais de 35 quilos após consultas e exames e sem necessidade de autorização dos pais, no caso de adolescentes.
Estudos mostram que ela previne de 90% a 99% a infecção pelo HIV.
Especialistas sempre pontuam, no entanto, que fazer sexo sem preservativos possibilita contaminação por outras infecções sexualmente transmissíveis, tais como sífilis e gonorreia.