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Assassino de bailarino homenageado por Beyoncé é condenado

Pena será determinada no fim do mês e pode chegar a 25 anos de prisão

Publicado em 09/06/2026
Dançarino gay foi morto em posto de gasolina
O'Shae Sibley tinha passagens em companhias de dança na Filadélfia e em Nova York

A comunidade LGBT dos Estados Unidos comemora a condenação do assassino do dançarino gay O'Shae Sibley, que teve a pena agravada por ter, segundo a Justiça, agido por homofobia.

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Dmitriy Popov, de 20 anos, foi considerado culpado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) qualificado por crime de ódio, na segunda-feira 8.

O Supremo Tribunal de Nova York também o condenou por ameaça em segundo grau, assédio agravado em segundo grau e porte ilegal de arma em quarto grau.

Entretato, Popov foi absolvido da acusação mais grave, a de homicídio doloso (com intenção de matar) motivado por homofobia, o que poderia render a ele até a prisão perpétua.

O advogado de defesa de Popov disse que vai recorrer da decisão, que ele considerou "agridoce" para os dois lados.

"Estamos felizes por ele não ter sido considerado culpado de assassinato, mas decepcionados por não ter sido absolvido das demais acusações", afirmou.

Segundo o advogado, seu cliente enfrenta uma pena mínima de oito anos por homicídio culposo e máxima de 25 anos.

A sentença será dada em 30 de junho.

O caso
Sibley tinha 28 anos quando foi esfaqueado num posto de combustível no Brooklyn, em Nova York, em 29 de julho de 2023.

Ele e alguns amigos haviam parado no local após voltarem da praia e, enquanto abasteciam o carro, um deles começou a dançar.

Um grupo de jovens que estava próximo - incluindo Popov, na época com 17 anos - se incomodou e começou a provocar e zombar de Sibley e seus amigos.

De acordo com depoimentos à Justiça, os dois grupos discutiram por cerca de dois minutos e pararam. 

Sibley e os amigos retornaram para o carro e os outros foram para dentro do posto, com exceção de Popov.

Testemunhas disseram que Popov gritou insultos racistas e homofóbicos enquanto filmava Sibley e os amigos com o celular.

O dançarino, então, confrontou Popov e avançou sobre um homem que tentou intervir.

Popov disse que Sibley o perseguiu e desferiu um soco em sua cabeça e que esfaqueou a vítima com uma lâmina de 14 centímetros enquanto tentava se defender.

"Eu estava com medo de me machucar", disse o réu.

Natural da Filadélfia, Sibley tinha trabalhos em companhias de dança em sua cidade natal e em Nova York e era fã de Beyoncé.

Com a repercussão de sua morte, Beyoncé homenageou o jovem à época escrevendo em suas redes: "Descanse com o poder".

Popov estava no final do ensino médio quando atacou Sibley. Ele é estadunidense e filho de pais russos.


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