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Menino de 11 anos perde amiga da vida toda porque é gay

Em depoimento, mãe revela impotência para lidar com a situação

Publicado em 19/02/2018
Gay de 11 anos chora nos braços da mãe após amiga romper a amizade
C.J. é confortado pela mãe após perder grande amiga para a homofobia

Crianças e adolescentes hoje crescem em um ambiente de mais tolerância no qual a orientação sexual e a identidade de gênero é melhor absorvida por quem os rodeiam, certo? Não mesmo.

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Um garoto de 11 anos deixou sua mãe abismada e sem reação ao lhe contar que perdeu uma amiga que conhecida desde os dois anos porque é gay.

Em depoimento emocionante ao HuffPost, Lori Duron contou que na noite anterior, o filho, C.J., chorou por horas até dormir nos seus braços. Dias antes, a amiga do menino, Allie, terminou a amizade.

"Ela disse que sua família não anda com pessoas gays, então ela não vai mais sair comigo", contou o garoto, soluçando, à mãe. "Ela disse que sou a única pessoa gay que conhece e ela não quer me conhecer. E ela disse que todos os nossos amigos serão seus amigos porque ela é mais popular que eu."

Lori diz que sua primeira reação foi enviar textos aos pais de Allie e devolver o presente que a menina deu ao filho dias antes. C.J. fez aniversário no último dia 1º. "Eu sabia que não estava raciocinando com meu cérebro. Estava sentindo com meu coração. Lembrei-me da lição que ensinamos aos nossos dois filhos: não podemos deixar o ódio semear ódio."

A mulher diz que há muito sabe que seu filho gosta de "coisas de meninas" e que nem mesmo ele se define direito sua orientação sexual ainda já que nunca teve envolvimento romântico com ninguém. Às vezes diz que é gay, outras que é meio gay, meio bissexual e em outras diz que é apenas ele mesmo.

"C.J. não sente vergonha de gostar de maquiagem ou pensar que os meninos são bonitos. Meses atrás, Allie foi a primeira pessoa da família a quem C.J. contou que poderia ser gay. Ela ficou um pouco desconfortável, mas a amizade permaneceu."

Durante a festa de aniversário do filho, Lori diz que havia amigos homossexuais e que o garoto falou que não via a hora de chegar o dia da parada LGBT da cidade porque achava que seria muito divertido. Foi depois disso, que a amiga rompeu a amizade.

A mãe teme que o sofrimento do filho se prolongue e lembra do suicídio dentre LGBT. Será que ele será isolado no colégio? O que acontecerá no restante de sua juventude? Como ele superará tudo isso? Ela deixa as questões em aberto.


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