Um médico no Senegal foi preso sob acusação de sodomia e de transmissão intencional de HIV a pacientes.
Entre no grupo de Whatsapp do Guia Gay e não perca nenhuma notícia
A prisão, realizada na quinta-feira 2, se deu quando o profissional estava no Aeroporto Internacional Blaise Diagne para tentar sair de Dacar, capital do país.
De acordo com o Metrópoles, o homem de 38 anos é suspeito de ter tido relações sexuais com o apresentador de televisão Pape Cheikh Diallo, celebridade local que também enfrenta acusações de sodomia e transmissão intencional do HIV.
No início do mês, o presidente Bassirou Diomaye Faye assinou lei aprovada pelo Parlamento que dobrou a pena para homossexuais.
Antes, gays podiam ser condenados à detenção pelo período de um a cinco anos. Agora, a pena vai de cinco a 10 anos.
As multas a quem for acusado de praticar sexo gay também subiram: passaram de R$ 13 mil para mais de R$ 90 mil.
Por causa da acusação de transmissão intencional de HIV, surgiram especulações nas redes sociais de que os bancos de sangue poderiam estar contaminados com o vírus.
O médico trabalhava no Centro Nacional de Transfusão de Sangue.
Na sexta-feira 3, o centro divulgou comunicado explicando que todas as doações passam por testes rigorosos "principalmente para HIV".
Mais da metade dos 54 países africanos punem a homossexualidade masculina.