Atletas transgênero não poderão disputar nenhuma Olimpíada a partir de 2028, segundo decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI).
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“A elegibilidade para qualquer evento da categoria feminina nos Jogos Olímpicos ou em qualquer outro evento do COI, incluindo esportes individuais e coletivos, agora está limitada a mulheres biológicas”, afirmou a entidade.
O COI explica que a política de elegibilidade que entrará em vigor a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em julho de 2028, "protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina".
Segundo o G1, foi públicado documento de 10 páginas que também restringe a participação de atletas femininas, como da bicampeã olímpica de corrida Caster Semenya, que possui condições médicas conhecidas como diferenças no desenvolvimento sexual, ou DSD.
Até então, o COI aconselhava órgãos dirigentes dos esportes para elaborarem suas próprias regras.
Três importantes modalidades já haviam publicado, nos últimos anos, a proibição de trans na categoria feminina: atletismo, natação e ciclismo.
Kirsty Coventry, primeira mulhere a liderar o órgão nos 132 anos de sua existência, afirmou, em junho passado, ao tomar posse, que uma de suas primeiras decisões seria a de "proteger a categoria feminina'.
O documento do COI detalha sua pesquisa que demonstra que nascer com o sexo masculino confere vantagens físicas que são mantidas.
"Os homens experimentam três picos significativos de testosterona: no útero, na mini-puberdade da infância e a partir da puberdade da adolescência até a idade adulta", diz o texto.
A entidade acrescenta que isso confere aos homens "vantagens de desempenho individuais baseadas no sexo em esportes e eventos que dependem de força, potência e/ou resistência".