Soldado é condenado por usar órgão genital para acordar colega

Justiça Militar de São Paulo o considerou culpado por prática de ato obsceno

Publicado em 09/01/2026
soldado exercito gay
Ação ocorreu em dormitório em batalhão no litoral de São Paulo. Foto ilustrativa

Um soldado do 2º Batalhão de Infantaria Aeromóvel, em São Vicente, litoral de São Paulo, foi condenado por usar o órgão genital para "acordar" colega que descansava em um beliche.

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O militar, que não teve o nome revelado, foi considerado culpado pela maioria de votos na Justiça Militar de São Paulo por prática de ato obsceno.

Foi determinada pena de três meses e 18 dias de detenção, mas que deve ser cumprida em regime aberto.

De acordo com o UOL, a Justiça Militar permitiu que o condenado recorra ao processo em liberdade.

A ação corre em segredo de justiça para "não constranger a vítima", segundo o Superior Tribunal Militar (STM), que divulgou a decisão nesta semana.

O caso ocorreu em junho de 2024 no alojamento da guarda do quartel durante o serviço.

Após aberta sindicância administrativa, foi concluído que houve indícios do cometimento de crime militar.

No processo, a defesa de soldado solicitou a nulidade do inquérito e indicou a inexistência de materialidade e autoria no crime, entre outras teses.

Porém, o colegiado —formado por uma juíza federal da Justiça Militar e mais quatro oficiais do Exército— rejeitou os argumentos.

Na decisão, o colegiado apontou que o processo comprovou a materialidade e autoria no caso. Eles destaram que a conduta ocorreu em local de administração militar, na presença de outros militares, e destacaram que a prova testemunhal "firme e coerente" indicaram cometimento do crime.

Ainda cabe recurso ao STM de Brasília.


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