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Peça sobre a solidão do gay maduro volta aos palcos de SP

Espetáculo faz nova temporada na capital paulista até 25 de junho

Publicado em 25/05/2022
Ricardo Brighi encena peça sobre solidão do gay maduro e idoso
Ricardo Brighi vive homem que reflete sobre beleza, amor e solidão no espetáculo

Após temporadas de sucesso em São Paulo e no Rio de Janeiro, em 2021, o espetáculo Naquela Noite Eu Olhei pela Janela e Vi a Lua Morrer retorna para novas apresentações na capital paulista a partir de 3 de junho.

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Escrita e estrelada pelo ator Ricardo Brighi, e direção de Wesley Leal e do próprio Brighi, a peça compartilha com o público algumas lembranças de um homem de 60 anos, gay e solitário.

Numa tarde, ele recorda o passado, questiona o presente e duvida do futuro. Trata-se de uma peça-denúncia sobre o envelhecer do gay numa comunidade na qual o ideal de beleza e juventude são intensos demais.

Ricardo Brighi escreveu o texto motivado pelo que viveu, mas também por depoimentos que leu e ouviu.

Na narrativa, o personagem propõe uma reflexão e diálogo sobre os gays maduros que, por conta da idade e do corpo físico muitas vezes “imperfeito”, são excluídos da possibilidade de amar, de ter com quem compartilhar dias mais felizes.

"A eles sobra a janela aberta e, através dela, a companhia do vento, dos raios solares e da brisa da noite”, diz o autor em tom poético.

Para escrever o texto, Brighi foi pesquisar entrevistas, estudos, reportagens. Nelas, constatou que a solidão é uma dor (ou não) que acompanha muitos gays, especialmente os maduros. “Alguns aprenderam a conviver com ela e até gostam. Outros sentem o incomodo e a aflição da lacuna”, afirma o autor.

Naquela Noite Eu Olhei pela Janela e Vi a Lua Morrer é um monólogo costurado com linhas e retalhos diversos, autobiográficos e ficcionais.

O personagem não tem nome, pode ser qualquer um de nós. Os objetos que formam o cenário refletem o passado, a memória.

O velho baú, talvez do fim do século 19, invade os tempos modernos e guarda recordações. Dentro dele cada objeto tem sua essência. Alguns precisam ser descartados. Alguns precisam ser preservados. Cabe ao personagem decidir, escolher o que vai jogar fora. Talvez esteja aí a chave para a felicidade.

Naquela Noite Eu Olhei pela Janela e Vi a Lua Morrerfaz temporada às sextas e sábados até 25 de junho no TEatro Commune, na Consolação, região central de São Paulo. Mais informações você tem em nossa Agenda.


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