Parlamento de Gana aprova pena de prisão para gays
Nação africana já havia sofrido ameaça do Banco Mundial por lei homofóbica
Mais um país da África se juntou à homofobia institucional tão presente no continente.
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Na sexta-feira 29, o Parlamento de Gana aprovou lei que pune a homossexualidade.
Gays poderão ir para a cadeia por até três anos.
O texto aprovado também pune quem "promover", "apoiar" ou "patrocinar" atividades LGBT com pena de três a cinco anos.
Para entrar em vigor, a lei precisa ser sancionada pelo presidente John Mahama.
Em 2024, o Parlamento também aprovou - por unanimidade - a mesma lei homofóbica, mas que não foi assinada pelo ex-presidente Nana Akufo-Addo, que deixou o cargo em janeiro do ano passado.
O texto da lei partiu de uma coalização de cristãos - que são maioria no país - muçulmanos e chefes tradicionais locais.
Há dois anos, quando foi votada pela primeira vez, a lei recebeu críticas de órgãos internacionais.
O Banco Mundial afirmou que a nação poderia perder até R$ 21 bilhões nos cinco anos seguintes caso a lei fosse sancionada, o que resultaria em perda de financiamento de projetos vindo de outros países.








