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Lésbica, repórter Bruna Drews processa Datena por assédio sexual

Jornalista também teria ouvido que era um 'desperdício' ela se relacionar com outra mulher

Publicado em 18/01/2019
Repórter Bruna Drews move ação por assédio sexual contra Datena
Datena nega as acusações de Bruna e diz que nunca avançou o sinal com ela

Ex-repórter do Brasil Urgente, da Band, Bruna Drews está processando criminalmente o apresentador José Luiz Datena por assédio sexual.

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Em licença médica da emissora desde julho, a jornalista relatou momentos constrangedores que teria passado durante confraternização com a equipe do quadro A Fuga, que era comandado por Datena aos domingos, em 7 de julho do ano passado.

Em um bar na região central de São Paulo, segundo o Notícias da TV, Datena teria dito que se masturbou pensando nela e que era um desperdício ela "namorar uma mulher".

De acordo com a reportagem, na ação criminal, Bruna diz que se sentou em frente ao apresentador, na mesa do bar, e que assim que outras pessoas saíram, ele começou as conversas de "cunho sexual".

Segundo Bruna, Datena lhe disse que tinha intenção de "comer" uma assistente de palco do Agora É com Datena(programa que ele apresentava e que incluía o quadro A Fuga), mas já que a moça havia ido embora, resolveu conversar com a repórter.

O apresentador disse que Bruna tinha emagrecido porque estava enfrentando problemas pessoais e psicológicos. "Datena, emagreci por causa do ritmo de trabalho intenso", respondeu a jornalista.

O âncora, então, teria comentado que ela "não deveria ter emagrecido porque" já "era muito gostosa" e afirmou: "Eu já bati muita punheta pra você, você nem imagina o quanto. Eu batia punheta pra você antes e depois do programa".

Pouco depois, Datena citou a orientação sexual de Bruna: "Não tenho nenhum preconceito... Minha filha já ficou com mulheres, mas é um desperdício você namorar uma mulher, não deve ter conhecido o homem certo."

Na denúncia ao Ministério Público, a jornalista também cita momentos ao vivo, na TV, que a deixavam constrangidas: quando o apresentador a interrompia para falar de sua beleza e uma vez em que pediu ao cinegrafista para mostrar ao telespectador o corpo todo da repórter, como se ela fosse uma panicat.

Bruna disse que por causa de atitudes assim ela era chamada na rua de "lanchinho do Datena" e "mina do Datena".

A repórter foi para a Band em 2014 e entrou para o Brasil Urgente um ano depois. Por causa da pressão do trabalho e ameaças de morte de bandidos, ela desenvolveu síndrome do pânico. Segundo a reportagem, em junho de 2016, a jornalista começou uma série de afastamentos para tratamentos médicos.

O outro lado
"Isso não é verdade, é falso", disse Datena à reportagem sobre as acusações. "Eu disse para ela que ela era uma pessoa bonita. Dizia no ar, pra todo o Brasil ouvir, [que é] bonita e competente. Ela nunca reclamou, só me agradeceu por tratá-la bem."

"Na comemoração, repeti a ela que ela era muito bonita e que não precisava emagrecer, porque ela já era competente. Tirando isso, todo o resto é mentira, calúnia e delírio", afirmou Datena.

"Poucas vezes tive conversas privadas com essa moça", continuou. "Nunca avancei qualquer sinal com essa moça, inclusive, depois do Boteco do Tunico [onde houve a comemoração], ela veio me agradecer."

Bruna também move ação trabalhista contra a Band, à qual acusa de ter sido conivente com Datena. A emissora disse que não se manifestará já que o processo corre em segredo de justiça a pedido da própria jornalista.


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