Bolsonaro defende pena maior para quem discriminar LGBT
Opinião foi dada em entrevista ao Jornal Nacional cerca de 24 horas após vencer eleição
Na segunda 29, cerca de 24 horas após vencer a eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) defendeu o aumento de pena para crimes motivados por discriminação a LGBT.
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A afirmação veio em resposta a pergunta da jornalista Renata Vasconcelos, ao vivo, no Jornal Nacional.
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Renata lembrou das várias frases proferidas pelo novo presidente da República contra homossexuais e os pedidos de desculpa feitos por ele durante a campanha, e relatou o fato de estar havendo violência física e verbal contra gays cometidas por eleitores dele nos últimos dias.
Ela disse ao fim da explanação: "Na campanha, o senhor repudiou o voto de quem usa a violência. Como presidente eleito, o que o senhor diria para aqueles que ousem ser preconceituosos e agressivos com outros seres humanos apenas por serem gays?".
Bolsonaro respondeu: "A agressão contra um semelhante tem de ser punida na forma da lei. E se for por um motivo como esse, tem de ter sua pena agravada."
Essa medida é base da principal demanda do movimento arco-íris no Brasil, que é a criminalização da discriminação contra LGBT. A ideia, já posta em vários projetos de lei, sofre grande oposição da bancada evangélica.
Após a afirmação, que surpreende devido ao histórico do parlamentar na atuação contra direitos LGBT, Bolsonaro repete que falou de forma mais pesada contra homossexuais no calor do debate a respeito do que ele chama de kit gay e que seu foco foi apenas combater esse suposto material.
O Ministério da Educação negou que os livros e vídeos seriam destinados a crianças. Inclusive, um livro mostrado por ele como integrante do kit nunca foi adquirido pelo Governo Federal.
Bolsonaro voltou a repetir na entrevista a mentira de que teria havido um seminário nacional LGBT infantil, de onde teria saído o kit gay.
A fala também contradiz outro mantra do futuro presidente. Ele não cansa de repetir que todos devem ser tratados de forma igualitária e que diferenças são privilégios, acusação feita muitas vezes por ele contra LGBT.
Dentre fake news e a nova fala em defesa da criminalização da discriminação contra LGBT, será que dá para acreditarmos no "novo" Bolsonaro?
Veja entrevista de Jair Bolsonaro a Renata Vasconcelos sobre violência contra gays aqui. Veja a partir de 2'20.








