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Super arco-íris: Ceilândia é segunda RA com mais locais LGBT no DF

Região mais populosa da capital oferece seis opções de bares e vê cena se fortalecer

Publicado em 11/09/2021
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Putz Lounge é uma das opções da cidade. Circuito cultural LGBT vive retomada

Invasão sim! De muito orgulho e diversão! O novo normal do agito LGBT no Distrito Federal é poder curtir um dos vários lugares voltados ao segmento em Ceilândia, que se firma como segunda região administrativa da capital com mais locais arco-íris. 

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Sim, de acordo com contagem do Guia Gay Brasília, o Plano Piloto continua sendo o lugar mais opções, porém Ceilândia passou Taguatinga nos últimos dois anos e, no caminho rumo à superação da pandemia do novo coronavírus, tem visto seu roteiro LGBT pulsar ainda mais forte. 

Dentre os seis locais, os bares são destaques por conta da restrição a pistas de dança. 

Esse destino estava traçado na cabeça de uma das pessoas pioneiras em oferecer agito arco-íris na cidade. 

A atual dona do Nosso Bar, adorado por lésbicas, Sheyla Castro, lembra dessa trajetória. 

"Em 2006, eu tive o Armazém Beer, em Taguatinga. Em 2011, fui morar em Ceilândia e vi a carência de locais para nossa comunidade. Desde então, tive três estabelecimentos aqui justamente para mudar isso. Hoje, me dedico ao Nosso Bar".

A receptividade é gigantesca, afirma. 

"É muito bem aceito. Tenho clientes de Águas Claras a Planaltina. E o público que mora em Ceilândia dificilmente opta por ir a outra região."

A pandemia marcou outro lugar que projeta o nome da região administrativa na cena LGBT: o La Fiesta.

A balada nasceu em 2019 em mansão de 10 mil metros quadrados. Meses depois, as medidas sanitárias vieram, tudo teve de ser suspenso, mas, com a retomada, nos últimos meses, o lugar voltou a ser destino para centenas e centenas de pessoas. 

Dono do empreendimento, o empresário Wagner Luz fala com satisfação sobre a conquista. 

"Temos orgulho de termos nascido e fazermos nosso nome em Ceilândia e de, hoje, pessoas de todos os cantos do DF virem se divertir com a gente. Oferecemos uma das maiores estruturas do Centro-Oeste para o público LGBT."

Outra "prata da casa", é a Lava Jato Social, que era balada e tem funcionado como bar. o Bar Jato

Ceilândia, a região administrativa mais populosa do DF, com 470 mil habitantes, tem crescido tanto que vem inclusive atraindo empreendedores que tiveram atuação iniciada no Plano Piloto.  

O Putz Lounge, bar com extensa programação, tem dentre seus responsáveis a produtora Andie, com 15 anos de trabalho com lazer LGBT e que esteve à frente do Drops Music Bar, há cerca de 10 anos. 

Seus olhos e os de seu sócio Bruno Silva agora estão voltados a Ceilândia. O caminho foi feito de testes. 

"Já produzíamos eventos esporádicos aqui. E dois sócios moram na região. Surgiu oportunidade de abrir o Putz este ano, e, aí, juntamos o útil ao agradável", disse a assessoria de imprensa do local. 

A força da cidade tem outro exemplo em Nonato Tur, que abriu, em 2020, o Pub Club, espaço simples e que dá oportunidade para DJs e drag queens locais. 

Atender LGBT de Ceilândia esteve em toda concepção do lugar. 

"Eu moro aqui, havia poucas opções para nós. E pratico preços justos para acolher justamente o segmento que vive aqui", explicou.

Outro lugar do agito ceilandense é o Gaiola Bar, cujo nome vem da ideia de ser espaço seguro para a clientela. 

A proposta, que virou realidade há cerca de dois anos e meio, foi abraçada pelo público e agora é vez de artistas que moram no Plano Piloto e Taguatinga irem para a o estabelecimento se apresentarem. 

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Gaiola Bar é exemplo da nova realidade: não é preciso sair de Ceilândia para se divertir

Esse movimento e o agito LGBT que Ceilândia tem oferecido são muito positivos, avalia DJ Porn, um dos nomes que atuam nos espaços da região. 

"Em Ceilândia, criou-se meio que uma rede de apoio entre alguns artistas como DJs, drag queens e produtores fazendo essa economia girar e proporcionando oportunidade de emprego na área cultural, que é de suma importância no cenário atual que vivemos."

O especialista em marketing Diêgo Marcelo, 30 anos, é cliente de alguns dos lugares e fala do novo momento, que não tem apenas coisas positivas. 

"As opções que tínhamos era as sociais (festas em casas) ou ir a boates no Plano Piloto. Agora, podemos ficar na região. Isso é bom, embora já eu esteja vendo alguns lugares com preços muitos altos nas bebidas."

Quanto ao futuro dessa efervescência LGBT made in Ceilândia, Porn é esperançoso. 

"Arrisco a dizer que a Ceilândia tem potencial ainda maior na cultura da comunidade. Quando tudo voltar ao normal, isso pode aumentar."


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