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Amado por turistas gays, carnaval de Salvador pode ser suspenso

Governo baiano afirma que não haverá folia se não for encontrada vacina contra novo coronavírus

Publicado em 31/05/2020
carnaval gay salvador
Sem vacina, até beijo é perigoso, pois é meio de transmisão do novo coronavírus

Um dos eventos mais desejados pelos turistas gays no Brasil, o carnaval em Salvador em 2021 pode simplesmente não ser realizado. 

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O governador baiano, o petista Rui Costa, voltou a repetir no sábado 30, desta vez ao canal de TV CNN Brasil, de que se não houver vacina para o novo coronavírus até o início do ano que vem, a folia pode ser cancelada. 

“Nada está decidido, mas acho pouco provável não só Carnaval, mas Réveillon ou qualquer outra festa de aglomeração no Brasil e no mundo”, afirmou. A razão é o grande risco de transmissão do agente causador da covid-19 em multidões. 

A pegação também é perigosa. O vírus pode ser transmitido pelo beijo. 

Essa postura do governo local foi expressa no início da pandemia no Estado e não tem mudado. O ponto é que praticamente nenhum grupo de cientistas espera vacina para o prazo delimitado pelo governador. 

O carnaval de Salvador é um dos maiores eventos do turismo gay do Brasil. A concentração da comunidade arco-íris ocorre no chamado circuito Barra-Ondina. 

Dentre as atrações mais comuns estão cantoras adoradas por homossexuais, tais como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Claudia Leitte. 

A prefeitura soteropolitana monta estrutura na região com vários DJs para aumentar o agito. O chamado Beco das Cores recebe inclusive patrocínio de empresas privadas.