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Bissexual, lendário produtor Clive Davis morre aos 94 anos

Empresário foi responsável por lançar nomes como Whitney Houston e Janis Joplin

Publicado em 23/06/2026
Clive Davis, bissexual, morre aos 94 anos
Davis assumiu-se bissexual em 2013 e contou que namorou homens a partir dos anos 1970

Morreu na segunda-feira 22, aos 94 anos, o lendário empresário e produtor musical Clive Davis.

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A causa da morte não foi divulgada. Segundo o site The Hollywood Reporter, Davis havia sido internado recentemente com infecção respiratória.

Com mais de seis décadas de carreira dedicada à música, o produtor foi quem lançou nomes de grande sucesso, tais como Whitney Houston, Alicia Keys, Aerosmith e Janis Joplin, dentre muitos outros.

Demitido da Columbia Records em 1973, ele fundou no mesmo ano a Arista Records, que se tornaria uma das maiores gravadoras dos Estados Unidos.

Como produtor, venceu o Grammy quatro vezes: melhor álbum do ano e melhor álbum de rock por Supernatural, do Santana, em 2000; melhor álbum de pop vocal por Breakaway, de Kelly Clarkson, em 2006; e melhor álbum de R&B com disco homônimo de Jennifer Hudson, em 2009.

Clive foi casado e divorcidado duas vezes - com Helen Cohen de 1956 a 1965 e com Janet Adelberg entre 1965 e 1985.

Em 2013, assumiu-se bissexual na autobiografia "A Trilha Sonora da Minha Vida", que depois se tornou um documentário.

No livro, ele relata que seu primeiro encontro homossexual foi durante o casamento com Janet na época da famosa danceteria Studio 54.

"Naquela noite, depois de beber bastante, eu estava aberto a corresponder às investidas sexuais dele. Eu estava nervoso? Com ??certeza. Os céus se abriram? Não. Mas foi satisfatório", contou.

Após a segunda separação, ele disse ter namorado homens e mulheres.

Em uma entrevista, afirmou: "Você não precisa ser apenas uma coisa ou outra".

Em outro momento, à revista Rolling Stone, disse: "Depois que meu segundo casamento fracassou... percebi que estava aberto à possibilidade de um relacionamento baseado na pessoa, e não no gênero."

Ele continuou: "Era, francamente, intimidador, no sentido de que aquele ditado é verdadeiro... ninguém acredita nisso. Ou você é gay, ou hétero, ou está mentindo. A gente se cansa de não sair do lugar."


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