4 motivos para ver 'Orgulho', série gay polonesa da HBO Max
Protagonizada por Ignacy Liss, atração fala de jovem que é impelido a se tornar pai
Estreou no último dia 12 no Brasil Orgulho (Proud), série gay polonesa que conta com oito episódios divulgados às sextas-feiras na HBO Max.
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A produção já chega laureada: Orgulho venceu o Series Mania - festival internacional de séries - em Lille, na França, em março.
Em meio a uma onda de atrações com foco no público LGBT, o Guia Gay enumera 4 motivos que fazem Orgulho se destacar:
Roteiro
A história de Filip (Ignacy Liss) que vê sua realidade mudar após um acontecimento trágico passa longe de comédias dramáticas com premissas parecidas.
Acostumado a noitadas regadas a sexo e drogas, o modelo se percebe como o único parente possível para criar a sobrinha, uma bebê.
Diferente de abordagens mais simplistas vistas nas telas, sua decisão não vem fácil nem recheada de sequências feitas para emocionar o espectador.

Polônia
Pouco vista nas telas no Ocidente, Varsóvia é o cenário por onde Filip caminha e onde se desenrolam as ações.
Orgulho é uma oportunidade para ver outro lado da Polônia, país que tem uma das economias que mais crescem na Europa e historicamente associada à Cortina de Ferro e sua parcial destruição na Segunda Guerra Mundial.
Mais do que o ambiente, Orgulho também deve mostrar o lado homofóbico da sociedade e Estado poloneses durante a tentativa de Filip de adotar a pequena Tosia.
Com direitos ainda limitados à população LGBT, a nação europeia está em fase de transformação positiva: pesquisas evidenciam, por exemplo, que o apoio ao casamento gay (que não é legalizado por lá) dobrou de 24% em 2001 para 48% em 2022.

Chemsex
Os hábitos sexuais de Filip ganham atenção nos dois primeiros episódios já exibidos. Em meio a álcool e cocaína, o modelo se joga de uma suruba a outra.
Sem controle de sua rotina, Filip tem sua trajetória profissional prejudicada pelo emaranhado de encontros que ele encadeia.
Hábito que permeia a vida de muitos gays no Brasil e em diversos outros países hoje em dia, o chemsex é mostrado sem glamourização e com uma consequência trágica que vai impulsionar a decisão de Filip pela paternidade da criança.
Protagonista
A direção de Karol Klementewicz não segue um caminho fácil em relação ao elenco e encontra em Ignacy Liss um excelente veículo para contar sua história.
Presente em todas as sequências, o ator alia vulnerabilidade e impetuosidade na medida certa, o que torna seu Filip real e palpável.
Da pista de dança ao necrotério, suas emoções - variadas e intensas - são transmitidas sem que seja necessário apelar para artifícios melodramáticos.









