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Eleições 2026: Brasil elege 34 parlamentares LGBT

São, ao todo, 25 mulheres e 9 homens em 14 unidades da Federação

Publicado em 05/10/2026
Erika Hilton, Fábio Felix e Samanda de Lula
Erika Hilton foi reeleita, Fábio Feliz irá para a Câmara e Samanda, para o Senado

Ao menos 34 políticos declaradamente LGBT foram eleitos nas urnas neste domingo 4 em todo o País.

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No entanto, esse contingente está em apenas 14 unidades da Federação, o que significa que 13 Estados não elegeram nenhum LGBT.

Um dos destaques é a eleição da primeira senadora lésbica do Brasil, Samanda de Lula (PT) pelo Rio Grande do Norte.

Ela "substitui", de certa forma, Fabiano Contarato (PT), que após dois mandatos não foi reeleito pelo Espírito Santo. Ele foi o primeiro senador abertamente gay e LGBT do País.

Quarenta e um por cento dos eleitos (14), irão para o Congresso Nacional (1 senadora e 13 deputados federais). Os demais 20 se dividirão nos Legislativos de 12 unidades da Federação.

Dos 13 que ocuparão cadeiras na Câmara dos Deputados, 10 são mulheres e 3 são homens, divididos em 5 pessoas bissexuais, 3 transexuais, 3 lésbicas e 2 gays.

O Sudeste foi a região que mais se tornou arco-íris: foram 19 parlamentares divididos em 9 em São Paulo, 5 no Rio de Janeiro, 4 em Minas Gerais e 1 no Espírito Santo. 

O Nordeste contará com sete parlamentares LGBT, sendo 2 da Bahia, 2 do Rio Grande do Norte, 1 de Pernambuco, 1 da Paraíba e 1 de Sergipe.

Centro-oeste e Sul fizeram quatro deputados cada. No Centro-oeste, 2 estarão no Distrito Federal, 1 em Goiás e 1 em Mato Grosso do Sul. No Sul, serão 2 em Santa Catarina e 2 no Rio Grande do Sul.

A Região Norte não elegeu nenhum LGBT. 

Por gênero, mulheres são maioria com 25 representantes e homens contam com apenas 9.

Por identidade sexual e de gênero, as letras ficaram assim divididas: 12 são bissexuais (sendo 11 mulheres e 1 homem), 8 são transgêneros (sendo 7 mulheres trans, 1 travesti e 1 homem trans), 7 são gays e 7 são lésbicas.

Por legenda, o PT é quem mais conquistou cadeiras arco-íris. Foram 16. O Psol vem atrás com 12, seguido por PCdoB com 3 e com 1 parlamentar cada PV, União e PSD.

Vale ressaltar que os dois únicos partidos de centro-direita (União e PSD) que elegeram deputados são justamente dos parlamentares que não são alinhados com a luta pelos direitos LGBT.

Thammy Miranda (PSD) e Douglas Garcia (União), respectivamente, homem trans e gay eleitos para o Legislativo de São Paulo, não aparecem na maioria das contagens de LGBT eleitos no País feitos por entidades, movimentos e imprensa, pela falta de identificação do público LGBT com suas candidaturas.

Veja a relação de todos eles:

Senadora 
Samanda de Lula (PT/RN), lésbica

Deputados federais
Anielle Franco (PT/RJ), bissexual
Bella Gonçalves (PT/MG), lésbica
Daiana Santos (PCdoB/RS), lésbica
Dandara (PT/MG), bissexual
Duda Salabert (Psol/MG), transexual
Erika Hilton (Psol/SP), transexual
Fábio Felix (Psol/DF), gay
Giovana Mondardo (PCdoB/SC), bissexual
Guilherme Cortez (Psol/SP), bissexual
Maria Marighella (PT/BA), bissexual
Rick Azevedo (Psol/RJ), gay
Rosa Amorim (PT/PE), lésbica
Thabatta Pimenta (PV/RN), transexual

Deputados estaduais
Açucena (PT/ES), lésbica
Dani Balbi (PCdoB/RJ), transexual
Dani Monteiro (Psol/RJ), bissexual
Douglas Garcia (União/SP), gay
Duda Hidalgo (PT/SP), bissexual
Ediane Maria (Psol/SP), bissexual
Fabrício Rosa (PT/GO), gay
Flávio Brasileiro (PT/PB), gay
Iza Lourença (Psol/MG), bissexual
Jean Volpato (PT/SC), gay
Keit Lima (Psol/SP), bissexual
Keka Bagno (Psol/DF), bissexual
Linda Brasil (Psol/SE), transexual
Natasha (PT/RS), travesti
Sofia Favero (Psol/SP), transexual
Thainara Faria (PT/SP), bissexual
Thammy Miranda (PSD/SP), transexual
Tiago Botelho (PT/MS), gay
Verônica Lima (PT/RJ), lésbica
Vilma Reis (PT/BA), lésbica
 


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