Vencedor do Eurovision quer Israel fora da competição
Participação do país do Oriente Médio na disputa causou repulsa em dezenas de artistas
Vencedor do Eurovision 2025, JJ pediu que Israel seja banido da próxima edição do concurso que será realizada em seu país, a Áustria.
"É muito decepcionante ver Israel ainda participando da competição", afirmou o artista ao jornal espanhol El País.
"Eu gostaria que o Eurovision fosse realizado em Viena no ano que vem sem Israel. Mas a bola está no campo da EBU. Nós, os artistas, só podemos nos manifestar sobre o assunto."
JJ, que é abertamente gay, ganhou esta edição com a música Wasted Love, sobre um amor não correspondido.
EBU é sigla em inglês para União Europeia de Radiodifusão, que coordena o evento.
Durante a disputa, que teve a final no sábado 17, os artistas estavam proibidos de se manifestar politicamente.
A decisão de permitir que Israel continuasse no concurso causou protestos de parte do público na cidade de Basileia, na Suíça, onde foi a final. A polícia precisou ser chamada.
Mais de 70 ex-competidores do Eurovision assinaram carta pedindo a exclusão de Israel da edição deste ano.
Israel tem sido alvo de críticas em todo o mundo por causa de sua atuação militar em Gaza, incluindo bloqueio de ajuda humanitária.
O país do Oriente Médio ficou em 2º lugar na competição deste ano.
Inúmeros artistas exigiram maior transparência sobre a soma de votos do Eurosivion. Israel estava em 14º lugar pelas notas do júri, mas pulou para a 1ª posição quando foi anunciada a votação do público que assistia em casa.
Os organizadores se comportam diferente com a Rússia, que é impedida de participar desde 2022 após invadir a Ucrânia.



