Um terço dos médicos do DF acha que ser gay é 'opção'

Uma grande parte não sabe que orientação sexual e identidade de gênero não andam juntas

Publicado em 05/11/2018

Pesquisa: o que médicos de Brasília sabem sobre homossexuais

Um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB) questionou médicos do Distrito Federal a respeito de questões sobre homossexualidade.

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Chamado "O que os médicos sabem sobre a homossexualidade?", o estudo entrevistou 224 profissionais e foi conduzido por Renara Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos.

Das 18 questões, a que mais apresentou erros foi a que a afirmava que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância aos homossexuais. 154 médicos (68,8% dos entrevistados) consideraram a frase verdadeira.

Quando confrontados com a afirmação "Há boas chances de se convencer pessoas homossexuais em heterossexuais", 72,8% disseram ser falsa; 19,6% não souberam e 7,6% a classificaram como verdadeira.

Para 79,5%, homens gays são mais propensos a serem vítimas de crimes violentos do que a população em geral.

Preocupantes foram as reações a duas afirmações. Uma delas dizia: "Uma pessoa se torna homossexual (desenvolve orientação homossexual) por escolha própria". Consideraram a frase falsa 54% e não souberam responderam 13,8%. No entanto, quase um terço, 32,1%, concordam com a afirmação.

Outro frase que mostra desconhecimento da categoria é a que afirmava: "A identidade de gênero de uma pessoa homossexual não coincide com o seu sexo biológico". A maior parte (44,6%) considerou falsa, e quase o mesmo número (40,6%) considerou verdadeira. Outros 14,7% não souberam responder.

A pesquisa completa pode ser acessada aqui.


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